segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
TÔ NA SEGUNDA
Tô na segunda divisão do futebol brasileiro. Pobre futebol brasileiro cheio de armações e interesse voltados para uma minoria que manda e desmanda no futebol chamada de cúpula. Não sou da segunda, porque, embora alguns não aceitem mas o Vitória é grande e não é de segunda divisão, está na segunda divisão. Os grandes voltam logo e logo o Vitória vai voltar. Um amigo torcedor e conselheiro do Bahia, que vive os bastidores do futebol profissional me afirmou que o Vitória começou a cair para a segunda divisão quando voltou contra os interesses da cúpula que comanda a CBF. A princípio não concordei com o amigo, porque o rubronegro baiano errou o quanto pôde. Contudo, o que o amigo falou tem fundamento quando levamos por base os árbítros que lesaram o Vitória em pleno Barradão. Mas o nosso presidente Alex Portela tem sua parcela de culpa, ninguém mais que ele sabe o quanto é difícil a segunda divisão e não podia dá o desprezo que deu a torcida, que aprendeu a gostar do seu trabalho porque foi ele quem tirou o time do fundo do poço e não é ele que vai colocar o campeão baiano e nordestino de volta ao fundo do poço. Os jogadores e suas panelinhas também tem a parcela de culpa quando fizeram corpo mole para derrubar o treinador Toninho Cecílio e se acomodaram com o paternalismo de Ricardo Silva. Na hora de ganhar os pontos para se manter na primeira divisão constatamos o que vimos no último jogo contra o Atlético de Goiás. Um time apático, desorganizado, nervoso, e sem compromisso. Na minha modéstia concepção só se salvou o lateral direito Nino Paraíba que jogou com amor e o coração no pico da chuteira. No final muito choro e lamentações. Fica a pergunta: quem sofre mais? os jogadores que amanhã estarão em outros clubes, a exemplo do atacante Obina que se derramou em lágrimas quando rebaixou o Vitória e declarou ano passado que não tinha interesse de voltar ao clube. Os dirigentes que ficam entre a paixão e a ambição, que o diga o ex-presidente Paulo Carneiro. Ou os torcedores que se quer tivemos forças para reagir no jogo decisivo diante da omissão de jogadores e dirigentes. Feliz sentimento de Fernando um humilde torcedor, quando voltávamos do fatídico jogo, enfrentando mais 130 quilometro de Br-101, quando fez a seguinte afirmação: 'a ficha ainda não caiu mas estamos na segunda'.
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