domingo, 27 de maio de 2012

A ÚLTIMA ESTRÊLA

 Estava vasculhando meus velhos documentos empoeirados e até queimando os documentos ditos prescritos pelo tempo, documentos de 2001 quando eu era vereador e outros utecílios da década de 80. Entre as papeladas e fotos inéditas, encontrei um broche com a estrela do PT (Partido dos Trabalhadores). Trata-se de um broche antigo, anida da época da primeira candidatura a presidente da república do nosso LULA, Luis Inácio Lula da Silva. Um broche do final da década de 1980. Logo veio um filme na minha cabeça, do PT de luta daquela época. O PT dos movimentos sociais; da luta contra as desigualdades; do PT que saia em defesa da classe operária; que defendia os oprimidos; do PT do então sindicalista do ABC PAULISTA, Lula, que chamava atenção dos empresários capitalistas com sua voz rouca; do PT que defendia os movimentos de greve nas portaa das fábricas. 
O velho boche me fez recordar do Lula com a barba mal feita e arcada dentária do nortista fugindo da seca. O velho boche que tínhamos o orgulho de pregar ao peito e gritar: SOU PETISTA.
Que saudade daquele tempo onde um simples broche representava a identidade de um partido e de uma ideologia de classe que defendíamos de um partido dos trabalhadores.
Mas, infelizmente, transformaram o símbolo do velho broche nos chamados puro sangue, O puro sangue que não vemos mas nas portas das fábrica; que não defende classes; sequer sai em defesa dos oprimidos. os puros sangue que fogem aos movimentos seja eles sociais ou movimentos trabalhistas. Que o diga a greve dos policiais, dos professors e outros movimentos de classe que estão porvir. Os puros sangue que estão inseridos na classe dos professores e se escodem do movimento. Que estão na polícia e ficaram camuflado entre a farda e a falsa ideologia. Aqueles que se expuseram sobrou a cadeia, a prisão como punição, voltando à velha prática da ditadura.
Limpei o broche, beijei-o e guardei a última estrela. E quem sabe um dia vou entregar a um dos meus netos pra guardar na lembrança o significado da verdadeira esquerda. Assim como meu pai um dia me passou o símbolo da  vossoura do esquerdista Jánio Quadros, que tentou, na década de 60 varrer a corrupção deste país. Porém ficou na tentativa. Mas valeu a intensão e sempre vai prevalecer as boas intenções daqueles que defendem a esquerda sem demagogia e sem vãs filosofias.

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