terça-feira, 28 de abril de 2015
ESPERANÇA DA SOLUÇÃO SEMPRE CORRÍDA PELA CORRUPÇÃO
"Já vi este filme", até imagino que já "sonhei este sonho" ou tenho a sensação que já vivi o momento. É o que estou vendo na televisão, emissora de rádios e jornais. Políticos e entidades de classes de Salvador afirmando que vai dá um jeito, e, de imediato vai ajudar com água e comida para as vítimas do desabamento das encostas de Salvador. Aos que morreram que até agora foram quatorze, se juntaram as estatísticas dos milhares que já se foram em anos passados deixando aos que ficaram a esperança da solução sempre corroída pela corrupção e na certeza que mais morte, desabrigados e promessas nas chuvas de despedida do próximo verão. Ainda falam que o poder público não tem culpa e que a culpa é do pobre miserável que constrói as casas nas encostas. Ainda não pensaram que na rua ou embaixo da ponte não cabe todos os necessitados. E mesmo correndo os riscos dos barracos e palafitas o miserável tem o orgulho e a dignidade de dizer que - ESTOU NA MINHA CASA - sabendo o desgraçado que mais cedo ou tarde estará sendo arrebatado pelo o abandono ou a morte cruel.
Só sei dizer que a corrupção vai continuar em alta, os desvios dos recursos públicos que deveriam ser investidos em moradias, vai deixar os ricos mais ricos, e quem sabem ser premiado por delação, devolver uma migalha e a maior parte do roubo é o prêmio da corrupção. Como afirma o cantor e compositor Netinho: 'Pra onde Deus viró as costas', será que o homem público vai da jeito? Aguardemos o próximo ano.
BARRACO
Netinho
Pra quem mora lá no morro
Pra quem vive nas encostas
Onde o diabo faz fogo
Pra onde Deus viró as costas
Pra quem vive nas encostas
Onde o diabo faz fogo
Pra onde Deus viró as costas
Pra quem vive na surdina
Onde a luz não ilumina
Onde a morte começa
Aonde a vida termina
Onde a luz não ilumina
Onde a morte começa
Aonde a vida termina
Esse barraco vai cair
Eu não me canso de avisar
Ele não tem alvenaria
Não tem coluna pra apoiar
Eu não me canso de avisar
Ele não tem alvenaria
Não tem coluna pra apoiar
Ai eu não quero ver o dia
Dessa zorra desabar
Dessa zorra desabar
Só quem vive nas esquinas
Sem poesia e sem paixão
Sem mel, sem céu, sem sonho
Com o coração na mão
Sem poesia e sem paixão
Sem mel, sem céu, sem sonho
Com o coração na mão
Pra quem tá no fim da fila
Tá num beco sem saída
Tá perdendo a graça
Tá ganhando mais ferida
Tá num beco sem saída
Tá perdendo a graça
Tá ganhando mais ferida
Eu não me canso de avisar
Ele não tem alvenaria
Não tem coluna pra apoiar
Ai eu não quero ver o dia
Dessa zorra desabar
Dessa zorra desabar

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